Como você.

30 03 2009

Trabalho em escala Kelvin, sofro em Celsius. Pergunte-me como.

Alfinetar é uma arte tênue, fina, delicada, sutil, fria, perspicaz, perversa, sórdida ou qualquer outra palavra que certamente você aprendeu em alguma trama urbana de Gilberto Braga às nove da noite. Eu, que sou conhecida como uma pessoa que sempre está premeditando ações malignas, tenho tido uma ideia fixa interessante para desestabilizar meus oponentes e conquistar cada vez mais jardas, neste grande superbowl que é a vida.

Trata-se da mortal tática vietnamita #974b, chamada pelos habitantes de Hanói de “método Gyodai da implantação da dúvida”. “Gyodai” porque é vintage e eu gosto de coisas vintage e também porque foi a palavra mais excêntrica que pude me lembrar neste horário. Enfim, apenas eu e Rambo IV conhecemos a tática, man. Consiste em você inocular uma dúvida indissolúvel no sangue de qualquer infeliz que cruzar seu caminho, a partir de uma frase simples e de grande efeito psicológico. É catastrófico, o id, o ego e o superego da criatura vão lutar no gel. Acompanhe esta câmera escondida com Ivo Holanda:

Eu: É, meu querido. Realmente fico chocada com pessoas assim, como você.
Vítima: Como assim? Como eu sou?
Eu: Assim, desse jeito.

E pronto, cai o pano. Saia da sala, não diga mais nada, basta isso para a pessoa perder o sono nas próximas 85 noites, tentando descobrir algo sobre si, em vão. “‘Desse jeito’. Mas que jeito, Cristo?!?!?!”
Infalível.
Ele(a) vai lhe implorar clemência, garoto.

Então você mentalizará apenas uma frase de nosso bat-barraqueiro, Christian Bale: “fuck-sake man, you’re amateur”.

Se isso não for classe, eu sou um cajá.

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manic street preachers, send away the tigers


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