David Lynch morning feelings

30 03 2009

“José Mayer is now following your updates on Twitter”. Me sinto mais mulher.

Ele é do meu trabalho e pouco falava comigo.
Um dia, sentiu-se à vontade, por algum motivo que desconheço, e puxou conversa.
Tirem suas conclusões.

Ele – Oi. Estava falando com os meninos… Você deve tomar vitamina D em cápsulas, né.
Eu – HEIN?!?
Ele - Olha só pra sua cor. Você nem toma sol. Como faz com a vitamina D?
Eu – Err, enfim, minha alimentação é tão saudável. Vegetais, peixes, flocos de várias coisas. Talvez eu consuma algo que tenha essa vitamina.
Ele – Você não gosta mesmo de sol?
Eu – Não, nem sinto falta. Fico anos sem ir à praia, sem problemas.
Ele – Eu amo sol. Tenho três cânceres de pele por causa disso.
Eu – MESMO?!?
Ele –
Sim. Eu curo um e surge outro. Mas não sei viver sem sol.

Nesse momento, ele ABRE A CAMISA e mostra o pescoço.

Ele – Está vendo essa mancha?
Eu – Err… qual, essa clarinha?
Ele – Sim, é meu câncer.
Eu – Puxa… mas você faz tratamento?

Nesse momento, ele puxa uma cadeira, senta ao meu lado, apóia a perna na minha cadeira e levanta a barra da calça.

Ele –
Você está vendo essas manchas?
Eu – É, tô…
Ele – Pois é, esses dois estão curados.
Eu – Nossa, é um milagre. O tratamento é difícil?
Ele – Não, nem operei. A médica quis, eu resisti.
Eu – Oh, sério? E como eles melhoraram?
Ele – Não contei isso nem pra minha médica, mas tomo dois copos de água assim que acordo. Bebo muito líquido, é meu segredo. Agora você já sabe.
Eu – Ohhh…
Ele – Você deveria fazer o mesmo. E resolver essa sua falta de vitamina D.

E ele sai assim como chegou, de repente.
Então. Chamo os paramédicos, faço um roteiro pro David Lynch, procuro uma escotilha nessa ilha do Lost ou fico calada?

.playlist
beatles, glass onion





Como você.

30 03 2009

Trabalho em escala Kelvin, sofro em Celsius. Pergunte-me como.

Alfinetar é uma arte tênue, fina, delicada, sutil, fria, perspicaz, perversa, sórdida ou qualquer outra palavra que certamente você aprendeu em alguma trama urbana de Gilberto Braga às nove da noite. Eu, que sou conhecida como uma pessoa que sempre está premeditando ações malignas, tenho tido uma ideia fixa interessante para desestabilizar meus oponentes e conquistar cada vez mais jardas, neste grande superbowl que é a vida.

Trata-se da mortal tática vietnamita #974b, chamada pelos habitantes de Hanói de “método Gyodai da implantação da dúvida”. “Gyodai” porque é vintage e eu gosto de coisas vintage e também porque foi a palavra mais excêntrica que pude me lembrar neste horário. Enfim, apenas eu e Rambo IV conhecemos a tática, man. Consiste em você inocular uma dúvida indissolúvel no sangue de qualquer infeliz que cruzar seu caminho, a partir de uma frase simples e de grande efeito psicológico. É catastrófico, o id, o ego e o superego da criatura vão lutar no gel. Acompanhe esta câmera escondida com Ivo Holanda:

Eu: É, meu querido. Realmente fico chocada com pessoas assim, como você.
Vítima: Como assim? Como eu sou?
Eu: Assim, desse jeito.

E pronto, cai o pano. Saia da sala, não diga mais nada, basta isso para a pessoa perder o sono nas próximas 85 noites, tentando descobrir algo sobre si, em vão. “‘Desse jeito’. Mas que jeito, Cristo?!?!?!”
Infalível.
Ele(a) vai lhe implorar clemência, garoto.

Então você mentalizará apenas uma frase de nosso bat-barraqueiro, Christian Bale: “fuck-sake man, you’re amateur”.

Se isso não for classe, eu sou um cajá.

.playlist
manic street preachers, send away the tigers





Caos mental: um pedaço de Saigon

30 03 2009

Quando alguém no mundo fala “coca-cola”, eu ganho um dólar.

Hoje, uma Lucy como você nunca viu. Entregue aos seus leitores do Flows, refastelada em uma chaise-longue delicada, consumindo Veuve Clicquot no gargalo enquanto assiste a Twin Peaks.


.
.
.
.

Rá. Mentira. Vocês bem que sonharam, hein, Alices?

O lance é que me revoltei. Meu, a gente faz um post pequeno, sabe, faz um esforço de síntese, algo de proporções econômicas em um contexto de crise mundial – e aí, recebe DOIS comentários. Ok, comentários muito bacanas, como sempre, de leitores bacanas. BUT, apenas DOIS comentários no último post! Obrigada, Bruno e Nivaldo, meus queridos E FIÉIS leitores, cujos rÓstos estão guardados em meu camafeu. Hunf. [/chantagem emocional barata] E então, quando eu resolvo escrever textos caudalosos como a Carta Magna, é uma alcatéia, um molho, um bando, uma horda de comentários. Não sei que mágica é essa. [Falando em mágica, mágica foi minha risada quando li a notícia de que os cambistas tavam trocando ingressos da Alanis no show de Teresina por CHICLETES].

Bem, o fato é que, além de ser a devoradora de Mentos Fruit mais rápida do oeste, sou uma pessoa um pouco hipocondríaca. Não, hipocondríaca. Tá, não preciso mentir pra vocês – sou um caso avançado de hiponcondria. “Chondros” significa “cartilagem do diafragma” e isso não quis dizer nada para mim, mas vocês entenderam. Nem sei se o que eu tenho é hiponcondria ou sofro da mesma doença do Monk. Cartas para a redação.

Sou o tipo da pessoa que usa no dia-a-dia um álcool em gel cor-de-rosa para as mãos, que evapora imediatamente e as deixa secas como o deserto, mas com uma inigualável sensação extrema de limpeza e ausência de qualquer microorganismo. Se EU não aguento aquele cheiro forte, que dirá um protozoário, uma planária estrábica insignificante. Quando sinto a evaporação e o frescor, fico mais leve. [= pode ser aplicada a algum comercial de absorvente, essa sentença]. Minha mente é programada para matar e para pensar sempre o pior. Tipo, tosses, dores de cabeça, pontadas no corpo são SINAIS. Eu quero saber se alguém aqui também sente as pontadas. Às vezes nas costas ou nas pernas. Sabe, um PIN!, uma mini-agulhada? Hum. Fico pensando que, claro, pode ser um reposicionamento dos meus órgãos internos, um mal-jeito por ter dormido errado, mas pode ser ALGO. Sabem, né? ALGO. Então.

[Sei que vocês estão me achando louca. Essa semana, no twitter, cismei que "o pedaço de Saigon" da música do Emilio Santiago (um pontinho amarelo no palco, ao lado de Elba Ramilho) era um PEIXE. Tá, Saigon é uma populosa cidade do Nam (adoro os veteranos de guerra americanos chamando o Vietnã assim. tipo, nunca vi Tommy Lee Jones falando v-i-e-t-n-ã, mas sempre NAM). Mas Saigon não parece um peixe também? Um filé de Saigon? Eu acho, tá. Me deixem com minha crença.]

Lembrei do assunto da hiponcondria porque conversava com Mary, minha nova colega de trabalho, e contei a história da psoríase. Pensei que eu gostaria de compartilhar com vocês, porque foi engraçada. Lógico, engraçada DEPOIS que passa – assim como a história de algum tombo em que você quebrou o braço em três partes e em seguida sua mãe ainda lhe deu uma palmada, pela desobediência de ter se machucado. [Nunca entendi essa lógica. E não, mamãe não é assim.]

Tá, a história.

[violinos] Como sempre, era verão em Fortaleza. 2005. Eu estava com dois empregos, dois cursos de idiomas, fazendo projeto pra entrar no mestrado e absolutamente estafada, com dois semi-círculos roxos permanentes abaixo dos olhos. Minha pele começou a somatizar o estresse e apareceram ecas em mim, não, não exatamente ecas úmidas como todas as ecas, mas eram lugares no pescoço que coçavam pacas e ficavam vermelhos. Era um nojo. Mas era uma irritação proveniente de estresse, que surgia atrás do pescoço sempre que eu me aborrecia e estava cansada, aumentando na proporção do calor [/violinos].

*a quantidade de fotos de pílulas lindas em alta resolução no Google Images é um fenômeno a ser avaliado.

Pois bem.
Procurei um médico, procurei dois médicos. Procurei uma terceira opinião. Todos me disseram a mesma coisa, que era estresse, que minha pele é saudável e normal, sardenta, ok, mas normal, e que eu estava cansada e somatizando. Eu dizia “doutor, ok, pode me dizer a verdade, estou preparada, não sou nenhuma criança, diga, diga a verdade”. Porque, na minha cabeça oca, era óbvio que eu tinha uma coisa grave. E o pobre do médico – sobrancelhas brancas muito juntas, um semblante bondoso, um olhar penalizado – quase me encaminhando para outro especialista [que, por sua vez, iria me encaminhar, amordaçada, para o quartinho branco de paredes acolchoadas mais próximo]. Tipo “querida, conheço um psiquiatra que fará milagres com você com seu método de choques elétricos”. Eu sentia alguma satisfação em usar os remédios e as pomadas, mas via que só aquilo não tava resolvendo.

Gente, eu só queria a verdade.

Pausa: quando vocês querem saber a verdade, THE TRUTH, o que fazem?

a. perguntam para a mamãe ou algum adulto responsável.
b. perguntam para algum padre ou rezam esperando alguma iluminação.
c. perguntam para a orientadora do mestrado.
d. jogam runas, tarô, i-ching.
e. assistem de novo ao Star Wars.
f. morrem com a dúvida.
g. jogam no google.

fiquei com o item ‘g’ e fiz como todos os meus contemporâneos. Joguei no google os meus sintomas. Não sei como não vim parar no meu blog, já que aqui é o receptor de diversas dúvidas peculiares que inquietam os seres humanos. Estilo “como montar um cachorro gigante de papelão para meu sobrinho”, entre outras. Mas então, joguei meus sintomas. Em português e inglês. Vera Fischer, que está parecendo uma pessoa num negativo de foto, com aquele bronze insano, deveria ter feito o mesmo. [ver também: "galeto", "câncer de pele", "envelhecimento avançado graças à excessiva exposição ao sol"]

Lógico que a minha busca abriu janelas para uma miríade de possibilidades terminais, minhas ideias devastadoras se multiplicavam como mitocôndrias. Caí em um fórum da Califórnia, de pessoas portadoras de PSORÍASE [quase o nome daquele grupo de axé, o Psirico], com depoimentos que me animaram HORRORES.

“Meu nome é Kevin, sou de Cloverdale, tenho 38 anos. Há 20 sofro de psoríase. Começaram como coceiras, placas vermelhas no pescoço e nas juntas, que em poucos meses se alastraram por todo o corpo, inclusive na face. Oh, hoje perdi minha vida social, meus amigos, minha esposa. Não há cura e todos se afastam e têm medo de mim”, etc etc etc.

Bastou ler isso – e ver algumas fotos de peles tão medonhas que beiravam a vanguarda – para eu ter uma crise na minha bolsa de valores. Liguei aos prantos para mamãe.

Eu só queria a verdade.
A VERDADE.

- Alô, mamãããããããe….!!
- Filha? Que foi?
- Mãe, eu descobri, eu tenho psoríase!!
[aí escuto um “ai meu deus” bem baixinho, impaciente]
- Filha, calma. Onde você está?
- No trabalho. Vi na internet pessoas que têm os mesmos sintomas e que perderam a vida sociaaaaaaaaaaaaaaaal!!! [lágrimas, lágrimas]

Nem preciso dizer que fui de novo ao médico e ele tipo RIU da minha cara, quando eu falei em psoríase. Fail. E não era nada, lógico, era só estresse e hoje “levo uma vida normal”, tal. Me senti uma estúpida, coroada, pra todo mundo ver. E quem disse que eu mudei? Continuo nessa vibe, usando meu álcool rosa e inspecionando a comida detalhadamente.

Na verdade eu nem sei como terminar esse texto, de tanta vergonha.
Mas eu não deixo de contar uma história engraçada por nada.

.playlist
franz ferdinand, you could have it so much better





Meu primeiro barraco.

30 03 2009

em um programa sobre luxo, tinha um cara que ia construir uma casa na região da sardenha. ele dizia: “quero morar como os antigos camponeses” e mandou fazer a casa toda em pedra, com uma varanda imensa que tem uma jacuzzi fabulosa. é, esses antigos camponeses sabiam viver.

adoro notícias “do Brasil e do mundo”. falei.

Nem terá muito prelúdio, o texto de hoje. Porque eu tô nervosa, tira a mão de mim, eu tô calmíssima. Grrrrrrrrr.

Após um jantar LOOOOSHO, com companhias LOOOOSHO, em um restaurante com heliponto LOOOOOSHO [ok, não usamos o heliponto, mas a presença de um deles contribui para o contexto de glamour], eis que acordo no dia seguinte com… sons de marretadas. Eu, ingênua e bucólica, julgava que 2008 já tinha fechado a conta.

BUT NO.

[SÉPIA] Desde tempos imemoriais, o apartamento de cima tá em obras. Sério, até postei sobre isso, years ago. Sério, era MAIO do ano passado. [/SÉPIA] O lance é que hoje eles tavam quebrando os recordes mundiais e estavam quase chegando ao meu quarto, tamanha a violência com que eles batiam. Comecei a ficar com medo, reclamei com a mamãe. Eu não sei o que um pedreiro visualiza, pra encontrar tanta satisfação ao demolir uma parede. Se eu fosse sogra deles, andaria com um ramo de arrudas imenso, incorporado ao penteado.

Quem me conhece, sabe que eu sou delicadinha e tolerante ao extremo. A comida do restaurante tá ruim? Peço outra ou vou embora, na boa. A pessoa me entregou uma coisa fora do prazo? Não vou brigar pelo passado, it’s ok, vamor ver o que é possível fazer. Os chefes gritam no celular? Imagino diversas frases grosseiras, tipo “Não é mais prático você sair na esquina e urrar?”, mas coloco meu ipod no último volume, com sons da natureza. Pronto. Tipo, eu fujo do cajá e do stress, sempre. Desafio as leis da física, diante de tanta paciência abrigada no um metro e pouco de meu ser. Então, para chegar ao ponto de eu sair da minha casa no dia 30 de dezembro pra fazer uma reclamação e armar um barraco com desconhecidos, é porque a coisa TRANSCENDEU. Era a linha tênue entre a reforma e a destruição. Nem a mensagem de fim de ano da Globo poderia me demover da idéia de resolver a situação no grito e na raça.

Eu bati à porta do vizinho de cima com tamanha violência, que o pedreiro podia pensar que era o Thor, com 1,90m, luvas de boxe, irritado. Ou o Jack Nicholson, com um machado em punho. Quando ele abre, era EU, mó cacheadinha, mas com a cabeça fritando no óleo quente do ódio. Aí eu BERRO:

- O QUE TÁ ACONTECENDO AÍ? EU QUERO SABER! [50 decibéis]

E saí entrando no apartamento, até o cômodo que corresponde ao meu quarto. Outro cara tava fazendo aquela prospecção de pré-sal, derrubando o muro de berlim, aquele completo escândalo, só pra trocar O RODAPÉ do lugar. Eu BATI PALMAS, à la Coringa, e ele parou o serviço e olhou para trás. Perguntei se ele sabia que havia uma família de cinco pessoas [o Elvis está incluído, lógico] TENTANDO morar no apartamento de baixo. E ele, com aquela malemolência típica de pedreiro e aquela risadinha marota de canto de boca, respondeu que “sim, senhora”. E eu gritei de novo:

- POIS NÃO PARECE! [60 decibéis]

E saí explicando, andando pela casa alheia, cheia de cimento e fiação espalhados por toda parte, que eu tava reclamando era da intensidade das batidas e não das batidas ou da obra em si. Disse: ‘olha, ano passado o piso inteiro da minha casa foi trocado, os rodapés também, a gente ficou no apartamento de baixo e jamais escutamos marretadas como essas dos senhores. Um carnaval desses, pra remover um rodapé? Vocês aprenderam a fazer obra aonde???’ [70 decibéis]

Aí o cara retruca:

- Mas é o nosso trabalho, o que a senhora quer que eu faça?

Ele fez essa pergunta umas oito vezes, e eu respondendo que tava reclamando era da intensidade das batidas e não das batidas ou da obra em si.

Na nona vez, eu perguntei:

- O SENHOR QUER QUE EU DESENHE NUM PAPELZINHO, QUE EU NÃO ESTOU RECLAMANDO DA SUA OBRA?? [80 decibéis]

Aí ele jura que não tava batendo forte e que, SE APARECER UMA RACHADURA no meu quarto, que eu o chame.

- RACHAR?? SE RACHAR MEU IMÓVEL, EU CHAMO É A POLÍCIA! O SENHOR NÃO SABE DO QUE EU SOU CAPAZ! [quebrou o medidor de decibéis]

Eu devia estar tão vermelha quanto o cenário do programa da Marcia Goldschmidt. O vermelho é a cor dos paninhos que atiçam os touros. O vermelho é a cor que simboliza o barraco na numerologia, nas runas, no tarô. Quando me dei por satisfeita, saí e deixei o cara falando sozinho. E ele colocou a cara pra fora da porta e falou:

- Vaaaaai, menina MAL EDUCADA!

[pôr-do-sol no velho oeste, começa a ventar, tufo de mato passa e eu risco a faca]

- COMO É QUE É? [90 decibéis]

E ele teve a PETULÂNCIA de repetir. E eu gritei:

- FELIZ ANO NOVO PRO SENHOR, PASSAR BEM! [100 decibéis]

Meu, que ódio. Saí pisando forte, derretendo de tanta ira, robótica de tanta tensão. Nem massagem de pedras quentes rola fazer, nesse calor, nesse ritmo quente. Grrrrrrrrrrr.

Mentalmente, desejei sete hemorróidas a todos eles – é o numero de letras do meu nome.

Certamente, vocês não me reconheceriam.

.playlist
cooper, ola de calor





Evaporando, literalmente

30 03 2009

Dormi na Terra e acordei em Marte. ou é só impressão?

Dante repensaria seu conceito de inferno após uma temporada em Fortaleza, neste dezembro magmático que nunca acaba. Acho que a criogenia é a melhor solução. Prefiro dormir e acordar só quando tudo isso tiver terminado.
Durante o “heat of the moment” [hehehe, não sei como lembrei dessa música do Asia e adoro esse título. Ou é do Europe, Chicago ou Kansas? Alguma banda-local, anyway. consultem seu gps, obrigada], só consigo sonhar com comerciais de creme dental e refrigerante, com pedras de gelo caindo em copos que contêm mais pedras de gelo e pessoas correndo de jet-ski, sorrindo em meio aos pingos de água, ao som de ‘ahhhh’. De repente chove, neva e cai granizo ao mesmo tempo. E eu estou boiando em uma grande piscina de suco de tangerina com abacaxi gelado, que desmboca nas cataratas do niágara, em algum grande resort com bangalôs de cores cítricas e igualmente refrescantes. Então apareço repousando em uma cama com recheio de sorvete de limão. Estou com rodelas de pepino sobre os olhos e toalhas molhadas pelo corpo. Após quinze halls pretos simultâneos, me desintegro em meio a tanto frio.

Se alguém me acordar deste sonho abaixo de zero, eu cancelo o blog.
Isso é uma ameaça, man.

[...]

Momento retrospectiva. Neste ano interessante, me hospedaram em um dos spas mais chiques do hemisfério sul, viajei de jatinho bimotor, me hospedaram em um rizóóórt em Natal por uma noite, virei mestre, aprendi a fazer omelete com presunto e conquistei minha independência gastronômica, conheci a mistura dos esmaltes vermelhos maçã do amor + escarlate, fui a final do campeonato mundial de motocross freestyle no estádio de futebol e descobri a bala mais perfeita que esta geração já conheceu, a Butter Toffees Chokko, da Arcor. Inclusive, ao pesquisar sobre o presente toffee, encontrei a frase:

“Os toffees surgiram na Europa no século XIX e logo conquistaram o mundo devido ao seu apurado sabor, à sua maciez e ao seu característico formato irregular.”

Eu não sabia do fascínio exercido pelos característicos formatos irregulares. Mas, sei lá, é nos menores formatos irregulares que estão guardados os melhores sabores. Ou algo do tipo.

[...]

E vocês sabiam que 31 de dezembro terá um segundo a mais? Droga, avisam tudo em cima da hora, nem me deram tempo pra plenejar melhor o que fazer com esse tempo extra. Acho que vou fazer um curso.

.playlist
bajofondo tango club, pa’ bailar





Copy, right?

30 03 2009

Fico constrangida com as mulheres da propaganda do Activia, cantando “hoje sou feliz e canto só por causa de você”, ao lado da inscrição “nove dias”.
Ou: Chinese Democracy ganha a corrida contra o Chatô.
Ou ainda: Juram que o SACI é aspirante a mascote da Copa de 2014?
Ou still ainda: Impressão minha ou esse calor de Fortaleza é o prelúdio do juízo final? Tags: inferno, sol, calor do cão, sol, suor, sol, raios, sol, árvores imóveis, sol.

Aham, o título do post de hoje passa a léguas da originalidade. Mas relevem – tô super destreinada em escrever pro blog e isso não é como andar de bicicleta. Se bem que aposto que vocês também estão super destreinados em ler o meu. Hohoho. O empate é o melhor resultado no momento, desde que não seja no jogo SÃO PAULO x FLUMINENSE. Hunf. Enfim. O lance é que estou num processo de colagem dos meus caquinhos, após o traumático e feliz fim do mestrado. Tipo, é chegado o momento de procurar um sentido para a vida neste mundo perdido, onde os panetones com gotinhas de chocolate custam o mesmo preço de um DVD com frete.

- Venha para a luz, Querolaine!

[Vi, em um grande empório delitália de minha cidade, um panetone absurdo, de MILÃO, que custa mais de cem reais. Fiquei tão emocionada com esse espírito natalino, yadda, yadda, yadda]

Pois então. É em pleno processo de recolagem dos caquinhos de cristal de Murano de meu ser que descubro que meu blog está sendo toscamente copiado. Aliás, copiado não, porque se fosse cópia, seria minimamente legal, acho. Não me corrijam se eu estiver errada. Mas é tipo um plágio mesmo, de expressões, de palavrinhas, de idéias, temáticas e até de formatos. Chega a ser constrangedor. Chamarei a pessoa pelo nome fictício de Gloriosa. E, se até uma pessoa ridiculamente desatenta como eu notou, é porque a coisa RELUZ.

Então, ainda em dúvida, mostrei para umas três pessoas. E a unanimidade, que é inteligente neste caso, ficou toda chocada. Não existe nenhuma linha que separe plágio de influência, ali. Evidentemente, não discutirei direitos autorais, nem farei aquele barraquinho, aquela celeuma básica, aquela luta livre no gel, em que se cola um printscreen ao lado do outro e se faz toooodo um discurso para fazer a denúncia para o, sei lá, vento leste, que não tomará providências e me deixará esperando feito um coqueiro verde. Deixa pra lá, né. A Gloriosa deve ter só aquele blog para se divertir e não serei eu a tomar a bola e acabar com o jogo, volte dez casas, coisa do tipo. Quem sou eu, né.

Como vocês podem ver, ando meio resignada e venho me distanciando de discussões inúteis e da excessiva exposição na internet por pura falta de paciência com alguns comportamentos humanos [= velha]. Um combo de certa preguiça misturada com intolerância e uma coleção de pensamentos subversivos que envolvem o twitter. Não sei qual é o meu problema, mas ele é meu. Essa é a minha vida, esse é o meu clube [adoro esse comercial, meu sonho fazer um desses, sendo paga para caminhar na estrada desabafando].

- Então, Gloriosa, não lhe desejo varizes. Te perdôo. Vai que sua mãe te deixou cair do berço, vai que o médico te puxou pela orelha no parto e você é assim hoje. Deve usar frases de efeito no MSN, com mensagens cifradas from hell e que não querem dizer oficialmente nada. Tenho vontade de abraçar você, até fazer “nhon”. Fica a menção.

Aff. Eu e minha mania de não conseguir ir direto ao ponto. No jornalismo, os rodeios do começo do texto se chamam “nariz de cera”. Imagine o que temos até agora – se colocarmos os narizes de cera desta tarde lado a lado, dariam uma volta ao redor da terra; encheriam um maracanã; empilhados, chegariam à Lua; acesos, se transformariam em velas que preencheriam a basílica de Aparecida; derretidos, depilariam Tony Ramos. É que o post não é sobre a recém-descoberta cópia do Flows, mas sobre que tipo de imagem ando projetando por aí. A Gloriosa curte passar uma idéia “oh, como sou fresca e lânguida, gosto de coisas com cheiro enjoativo de morango, porque acho isso feminino. mas sou culta, gente, pelamordedeus, eu adooooro ler e asistir a tv culturaaaa”.

Daí, imaginei: será que o povo acha isso de mim? Pensei: se ela quer me copiar e se comporta assim, LOGO, eu transmito essa imagem. Tipo, será que acham que eu sou fresca e inteligente? Nhém-nhém-nhém e leitora? Será que eu represento uma dondoca sebosa e afetada? Será que passa pela cabeça de alguém que eu gosto de cor-de-rosa ou da linha artística da Colorama? Minhas tags não têm nada a ver com isso, acho que sou mais profunda, sei lá, pelo menos costumo ser. Meus sonhos são simples, sabe, são tipo ter um programa com sorteios e eu ficaria sobre uma grande pilha de cupons, ganhando uma chuva de cartas.

Obviamente, eu adoraria – por uma semana, não mais – ser uma completa mulherzinha, trabalhar por lazer e sair no meio do dia para mergulhar no mar, chegar em casa e ficar imersa em uma jacuzzi com produtos L’Occitane. Mas eu não sou a pessoa que a Gloriosa pensa, não há um universo de breguice orbitando a meu redor, com Celine Dion ao fundo, em loop contínuo. Fail.

[...]

Mas esse pequeno case da, err, “releitura insalubre” [/educadinha] de meu blog, é só um exemplo.

Porque, a cada natal e aniversário, voltam o medo e a apreensão acerca do que as pessoas dizem ser a “minha cara”. Ultimamente, os amigos têm acertado em cheio, mas já ganhei coisas muito deslocadas num passado não muito distante, como livro de Paulo Coelho, cd de banquinho + violão ou, pior, FLORES. Até minha mãe vacila, comprando roupas que me causam uma estranha emoção [ha].

Ato único: Um dia, mamãe viajou e voltou com uma calça jeans linda pra minha irmã e um osso inflável pro Elvis – e, pra mim, uma blusa com CORRENTES desenhadas na região do pescoço, arrematadas por um CADEADO. Não, não entendi a piada. Há alguns anos, ela deu pra minha irmã uma blusinha com um chinelinho desenhado na frente – e tirinhas de borracha REAIS. Não sei qual é a da mamãe, com essas propostas 3D, mas o fato é que ela tem uma percepção um tanto conceitual da gente, no quesito moda.

Outro dia, estava no shopping com umas amigas, fazendo um tour pelas lojas de cosméticos, investindo nosso dia em novas aventuras. Resolvemos dar chances aos talentos out of mainstream e entramos naquela Akakia, pra ver coé, tal. Porque, nesse mundo dos cosméticos, se a gente descobre algo fabuloso e barato, ficamos absurdamente felizes. Ainda mais na atual conjuntura, em que até a Natura tem me desapontado, principalmente após seu recente lançamento para cabelos ressecados, com princípios ativos de aloe vera e TAPIOCA. Google it. Sim, então. Entramos na Akakia – um nome que já agrega 50% de possibilidade de levar a uma escolha errada – e a vendedora era daquelas que fazem a íntima. Ela disse: “Você vai A.M.A.R. esse hidratante, sua cara” e me passou uma boooooa porção no braço. Fiquei com um cheiro de quenga incrível, era um treco à base de bala maluquinha com cidra [a embalagem acusa “morango com champagne”, acredita quem quer, né] que me dava enjôos e fiquei pensando “mas eu tenho cara de quê mesmo?”. By the way, o nome do hidratante era Crazy. Adoooro. E, sobretudo, era um ritual de adoração ao alérgico, foi um prazer sentir aquele cheiro forte em mim. O namorado da vendedora deve amar aquele cheiro também e certamente trata-se de um exemplar com alma de mocassim e espírito de gola canoa.

Outra coisa que me fez desacreditar a marca, além de produtos com aroma duvidoso, foi a dica encontrada na página 21 da revistinha que eles distribuem na própria loja: “para não borrar o rímel, seque os cílios com secador de cabelo”. WTF.

Há outros casos extremos. Lembro de um aniversário em que recebi um presente dos mais inusitados. Quem deu foi um grande amigo meu hoje, mas que na época tinha acabado de chegar a Fortaleza e ainda não me conhecia muito bem. Ou seja, foi um presente a partir de uma impressão inicial. Além de maquiagens, cremes, livros, um bloquinho e DVDs que de cara eu já ia amar, esse meu amigo me deu o filme Oldboy.

Vejamos o que Wikipedia diz sobre ele:

“Oldboy é um filme coreano, baseado em um mangá. Impossível de se definir em uma única frase, o filme consegue unir em 119 minutos, questões como vingança, amor, ultra-violência, o tempo, a crise da vida moderna, a hipnose e obstinação, tudo isso envolto a tabus sexuais. [...]
Tudo no filme possui agressividade. A face dos personagens, as cenas de sexo e até mesmo a cena do restaurante, que Oh Dae-su come um polvo vivo, sugerem ou explicitam a violência, que também aparece em constantes cenas com todos os tipos possíveis de mutilação, física e mental.”

Ênfase em “ultra-violência”, “cenas de sexo”, “polvo vivo” e “todos os tipos possíveis de mutilação”.

Err, pois então. O pior é que não achei o filme ruim, muito pelo contrário – é tão bacana que até o Spielberg quer refilmar, com atores americanos e tal. Lembra Tarantino em algumas coisas e isso também é bom. É impactante, enfim. Mas o que levou esse meu amigo a, em meio a tantas opções de DVDs neutros e amenos, escolher logo o Oldboy pra mim? Posso dizer que, depois de ver o filme, fiquei tipo entre risos e choques.

Mas enfim, a conclusão do post é feliz, conflitos à parte. Um lance introspectivo meio Gorpo, no fim de cada episodio de He-Man, com uma lição de vida. O ser humano reúne uma diversidade de gostos e jeitos de ser que despertam impressões diversas nas pessoas e aí reside a beleza da existência e… pff, chega. Foi mal, se alguém esperava que eu terminasse o post contando a true story sobre minha personalidade e minhas novas aquisições musicais / intelectuais / gastronômicas / fashion. Imaginem se eu ia dar esse mole pra turma da cópia, hein.

E, sabe, sinceramente… acabei de chegar a uma importante conclusão, depois de escrever esse texto todo – só me importo com pensamentos a meu respeito que venham dos amigos, do namorado e da família. E pronto. Como diz uma de minhas frases preferidas de novela: “sou maior de idade, vacinada e pago minhas contas”. Adoro “vacinada”.

E vocês dois, que chegaram até o final aqui, entenderam.
A primavera sorri e o amor floresce no coração.

Tô destreinada pacas, pra escrever. Nem terminar o texto com dignidade eu consigo, mas nunca pensei que um post, depois de tantos meses, pudesse render TANTO.

.playlist
tchu dê lê, tchu dê lê, beyoncé





Dica estrogonoficamente sensível

30 03 2009

Para refletir: Será que o Faustão tem sonhos?

Se você, amiga dona-de-casa, é uma dos felizes proprietárias de uma picape Toyota Hilux ou do utilitário esportivo Hilux SW4, fabricados entre janeiro de 2006 e maio de 2008, atenção.

A montadora convoca os usuários a fazerem a verificação da porca superior de fixação do conjunto de articulação da barra estabilizadora da suspensão dianteira do veículo.

Recapitulando:

porca
superior
de fixação
do conjunto
de articulação
da barra estabilizadora
da suspensão
dianteira
do veículo

Ahhh, tá.
Não entenderam?
Oh, que criaturas mais limitadas, vocês.
É uma coisa tão assim, óbvia.

Bom, eu acho que vocês deviam prestar atenção nessa notícia, pois a sobrinha da amiga da cunhada da prima da avó da tia do vizinho da sogra do porco de estimação da professora de uma colega minha acordou um dia na banheira de gelo, sem um rim.

nota mental

.playlist
jack nitzsche, the last race





Human touch

30 03 2009

Tudo é relativo em um mundo pós-Dercy e pós-casamento de Sandy

Do repórter do Globo Esporte para o atleta paraolímpico brasileiro que ganhou várias provas da natação e não tem os braços completos:

- Você venceu a prova dos 50m por pouco.
A diferença foi no toque de mão, não foi?
- …

nota mental

.playlist

the capitols, cool jerk





Alcebíades

30 03 2009

- Oi, eu sou Alcebíades, o bode. Venho comer a grama que cresce de tempos em tempos neste blog abandonado às traças e aos desmandos do governo chinês que deseja cercear a liberdade de expressão.

[imaginem uma foto minha aqui, com meus novos óculos LINDOS e FASHION e LILASES. rá.]

- Oi, e eu sou Lucy, a ruiva. Tudo bem? Venho de tempos em tempos postar neste blog abandonado ao descaso e às intempéries causadas pelo aquecimento global. Eu só vim dizer que estou viva e me divertindo pacas no meu trabalho. Hoje era um dia em que eu precisava adiantar vários textos e estava ocupadíssima. Enfim, o momento perfeito para aparecer uma entrevistada, uma someone-wannabe, que leva sua singela MONOGRAFIA DA ESPECIALIZAÇÃO EM LUMINOTÉCNICA pra eu LER e fazer uma matéria de uns 8 cm sobre um apartamento que ela decorou. Fico admirada em como as pessoas sabem ser sempre adequadas. É um dom. Tipo, tudo a ver, HEIN. Tá boa, nêga, que eu vou ler sua monografia? Só a mãe da gente lê a monografia, cara. E olhe lá, se a minha não mentiu pra mim.

- Sua toleeeeeeenha [minha mãozinha no queixo daquela pretensiosa].

.playlist
HṚṢṬA, saturn of chagrin





Vende-se dignidade, baratinho.

30 03 2009

Desde o lançamento do infame Halls Melancia não se via tamanha polêmica

Em uma rara manhã de ócio, ligo no programa da Ana Hickmann e me interesso pelas revelações de Simony, naquele quadro “Os Donos do Jogo”, com entrevistas bombásticas, tal. Daí, Simony acaba soltando, em certo momento, que teve um aborto espontâneo a long time ago e o filho era de um cara famoso. Os apresentadores implorando pra ela contar, mas a cantora resistia bravamente:

- Não, gente, olha, não posso contar mesmo. A pessoa hoje em dia está em outro relacionamento, não quero prejudicá-la, acho que isso é uma coisa muito íntima, muito minha, é um assunto que me deixa abalada e eu não acho que seja adequado falar aqui de fatos do passado e…

E o diretor utiliza seus anos de experiência em psicologia comportamental:
- Mil reais, Simony.

E ela:
- Ok, então. No próximo bloco eu revelo.

Ahh, tá.
Porque existe um mundo melhor – que é caríssimo e a Simony tá pagando à vista.

Sim, e o filho era só de ALEXANDRE PIRES.
Gente, a cotação do Alexandre “chinelada na barata dela” Pires anda tão baixa após sua temporada em Miami, mas tããããão baixa, que os apresentadores não escondiam o semblante de decepção diante da mediocridade da revelação. Acho que até a pergunta daquele concurso estúpido “O que tem na panela de Edu Guedes?” mexeu mais com o Brasil. Puxa. Todo mundo queria um nome que abalasse a estrutura, que inaugurasse um novo paradigma pós-moderno, tipo Faustão, Guido Mantega, Robert Downey Jr, sei lá. Mas Alexandre Pires?!?!?!?! Se eu estivesse lá, teria feito só uma pergunta:

- E?

Outra que tava afim de lucrar com o aborto prescrito era a Mara Maravilha [que julgo ser um dos nomes artísticos mais sem-graça da história, só não ganha de "Elizângela" e "Carlito Marron" - o nome de Carlinhos Brown no mercado latino-americano]. Na minha infância, ela não estava no topo do meu organograma de influências – o que me atraiu semana passada foi sua imagem bizarra, com uma roupa preta completamente coberta de lantejoulas pretas e um batom vermelho sangue-de-cristo-tem-poder. Que eu saiba, não se realizam bailes à fantasia com coquetel às nove e meia da manhã. Ai, abafa.

Estava ela em outra edição do quadro “Os Donos do Jogo”, quando confessou, entre outros mil segredos lights, softs e diets, que fez um aborto na época em que apresentava o programa infantil no SBT, lances de suicídio, escândalos, barbitúricos e até um casamento com um Menudo. Não se fazem mais apresentadoras infantis e com um passado escabroso como antigamente. Bom, enfim, e como se não bastasse, Mara resolveu fazer uma oferta básica por suas outras novidades palpitantes – por 50 mil reais, ela liberaria mais coisas, tão íntimas e secretas quanto fogos de artifício. Que coisas são essas, nem Deus desconfia. Porque, pra valer FIFTY THOUSAND REAIS, tem que ser um babado forte, hein, dos bons. Tipo, sei lá, “Doze paquitas e um segredo”. Eu mesma não tenho nada na minha vida que valha isso, hahaha. Nem se eu inventasse, ó.

E dizem que a Fátima tá vendendo um quinto segredo sagrado por alguns dobrões de ouro, se liguem.

E eu vou aproveitar a audiência pra explorar um segredo meu também, tá? Que soem os clarins: gente é muito íntimo, eu morro de rir daquele comercial de carro em que o cara se vê rodeado por animais selvagens, que começam a cantar “Don’t worry, about a thing.. cause every little thing is gonna be alright”…
Hum. Se ninguém ri, foi mal. Vocês então acabam de saber do item 7 da lista de “10 coisas que vocês nunca perguntaram sobre mim e viviam muito bem, obrigado, sem saber”.

Mas sério. Cara-de-pau anda super prêt-à-porter e pra Simony e Mara vai o nosso Ausência de Noção Awards. Colocar preço na vida pessoal não dá, hein.
É isso que nos fascina e causa um efeito mentos + coca-cola na nossa alma, sabe.
A essência.
O caráter.
A riqueza de espírito, já diria algum poeta / filósofo / ou até mesmo Paulo Coelho.
Quando a gente acha que já viu tudo, aparece a Simony.
E quando a gente já se achava suficientemente traumatizado, vem a Mara.
E quando você pensa que já desceu todos os degraus da escadinha da dignidade, você percebe que os gatinhos do Rapidshare podem ser superados, sim.

Ai, o Rapidshare não te merece, amiga. Antes, catar gatinhos mal-desenhados nas letras era considerado um passeio no parque. Agora, com caracteres tridimensionais listrados, a coisa complica muito pra quem tem astigmatismo – tipo eu, só para citar um exemplo aleatório. Neste mundo tridimensional, apenas os fortes sobreviverão. Fazer – ou melhor, tentar – um download assim na madrugada é tão gostoso quanto acertar uma martelada no dedo. O que mais falta na minha vida? Um cajá?

[...]

Mas vamos cortar para outra personalidade de RELEVO descoberta recentemente na Ana Hickmann. Ele, o maquiador Celso Kamura. Quis o destino que eu estivesse em casa, para ver as dicas impagáveis daquele SER. Uma coisa Clodovil jovem e com um ar andino e fashion, lindo.
E eu vibrava a cada diálogo dele com Ana.

- Celso, e para disfarçar a papada com blush? Como fazemos? Essa região aqui que nós temos, mais cheinha…
- Meu AMÓR, você não-tem-pa-pa-da. Tá LÓCA?

- Celso, e para definir o maxilar com blush? Esse ossinho que temos do lado…
- Olha, basta marcar com o pincel, assim. Bom, e as GORDAS IMAGINAM onde estaria o ossinho do maxilar e o definem com o blush. O seu já é lindo, Ana, TÁ LÓCA?

- Celso, e se eu não tiver esse pincel especial para esfumaçar o lápis dos olhos e fazer esse côncavo maravilhoso?
- Meu AMÓR, fazer esfumaçado com o DEDO não dá, né? TÁ LÓCA?

Sei que sua vida não ganhará sentido após Celso Kamura. Mas eu tava só comentando. E, bem, falando em make up, preciso desabafar que, quando não houver mais lugar no inferno, os mortos andarão sobre o centro da cidade de Fortaleza usando delineador azul klein de dia. Eu vi. EU VI. E eu sei que tá super na moda, mas ô, se enxerguem. SOMENTE A DZÉL BÜNDCHEN PODE.

E agora nosso minutinho dedicado aos esportes

:: Mestrado:
Olhaê, textinho meu hoje no jornal, sobre a minha famigerada pesquisa, tal. É bom que o pessoal acredita, quando eu digo que escrevo coisas legais para além do blog, hehe.

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=548510

Ah, falando em jornalismo, receber há quinze minutos um email – da lista do curso de jornalismo – endereçado a “quem faz acessoria de imprensa” não tem preço.

:: Futebol:
Que os curintianos me perdoem, mas campeonatos mundiais são fundamentais.

- Homenagem ao centenário da imigração japonesa.
Obrigada, Tóquio, por nos receber tão bem todos esses anos!

::Fórmula 1:
O prazer de assistir a uma corrida de Fórmula 1 é ainda mais sublime quando Galvão Bueno usa expressões como “Fulano COLOCA A FACA ENTRE OS DENTES e realiza a ultrapassagem”.

Mas em qual boate de Copacabana ele aprendeu isso?

.playlist
art brut, my little brother
the black keys, psycothic girl
zz top, got me under pressure